A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês finalmente saiu do papel e já começou a valer, com impacto direto nos salários pagos a partir de fevereiro. Na prática, isso significa que milhões de trabalhadores deixaram de ver aquele desconto automático de IR no contracheque. O salário líquido aumentou sem que fosse preciso fazer nada, não tem pedido, não tem cadastro, não tem formulário extra. A empresa simplesmente aplica a nova tabela e o valor já vem maior no fim do mês, o que traz um alívio imediato para quem vive com orçamento apertado.
Essa mudança veio com a atualização da tabela mensal do Imposto de Renda, feita pelo governo e aplicada pela Receita Federal. O discurso por trás da medida é corrigir uma distorção antiga, já que a tabela do IR ficou anos sem atualização adequada, fazendo com que pessoas com rendas relativamente baixas acabassem pagando imposto. Com a nova regra, quem recebe até R$ 5 mil brutos por mês fica totalmente isento do IR na fonte, algo que antes só valia para salários bem menores.
Quem ganha um pouco mais do que esse valor também sentiu diferença. Para rendimentos acima de R$ 5 mil e até aproximadamente R$ 7,3 mil mensais, o imposto não acabou, mas ficou menor. Isso acontece porque foi criado um desconto progressivo que reduz o impacto do IR nessa faixa intermediária. Ou seja, não é tudo ou nada, mesmo quem não entrou na isenção total passou a pagar menos do que pagava antes, o que ajuda a suavizar aquele salto de imposto que sempre pesou quando o salário aumentava um pouco.
Vale destacar um ponto que costuma gerar confusão, essa isenção vale para o desconto mensal, o chamado IR retido na fonte. Ela não elimina automaticamente a obrigação de entregar a declaração anual do Imposto de Renda. As regras de obrigatoriedade continuam existindo e levam em conta outros fatores, como renda anual, outros rendimentos, patrimônio, investimentos e operações específicas. Ou seja, a pessoa pode não pagar nada de IR ao longo do ano, mas ainda assim precisar declarar, dependendo do seu perfil.
No dia a dia, o efeito mais visível é no bolso. Para muita gente, esse dinheiro que antes ia direto para o imposto agora ajuda a pagar contas, fazer mercado, cobrir gastos básicos ou até aliviar dívidas. Em um cenário de custo de vida alto, qualquer aumento no salário líquido faz diferença real. Além disso, a expectativa do governo é que esse dinheiro a mais circule na economia, estimulando consumo e ajudando pequenos negócios.
Em resumo, fevereiro marcou uma virada importante para quem ganha até R$ 5 mil. Menos imposto, salário mais limpo e um respiro que vinha sendo esperado há anos. Não resolve todos os problemas do sistema tributário, mas já muda bastante a realidade de quem sentia o peso do IR todo mês sem perceber retorno nenhum.
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